Estampar capas de revistas, protagonizar comerciais bilionários e desfilar nas passarelas mais quentes do universo da moda. São vários os paulistanos e paulistanas que sonham com isto. De acordo com o Sindicato dos Profissionais Autônomos Modelos e Manequins do Estado de São Paulo (Sinpromodel), 162 000 homens e mulheres fazem uso tua aparência pra amparar a vender os mais variados serviços e produtos. E outros tantos tentam a todo custo entrar neste mundo. Com 1,setenta e cinco metro, 61 quilos, noventa e cinco centímetros de quadris, noventa e um de busto e setenta e um de cintura, enfrentei o teste de admissão de 10 médias e grandes agências de paradigma.
Fui dispensada imediatamente nas mais renomadas: Mega, Ford, Joy, MMI (ex-Elite) e Way. Nas cinco restantes, a aprovação veio acompanhada da “sugestão” de fazer o book (objeto fotográfico de divulgação) com a intermediação da própria organização — os preços variaram de 760 a 1 quatrocentos reais. Segundo o Sindicato das Agências de Modelo (Sinag), existem 250 organizações nesse tipo na capital.
Estima-se que cerca de quatro 000 aspirantes a Gisele Bündchen e Jesus Luz batam a tuas portas todos os dias. Muitos vêm de outros estados tentar a sorte neste local. Na terça-feira passada, 40 adolescentes de inmensuráveis pontos do Paraná fizeram teste pela Way Model, no Jardim Paulistano. As agências consideradas de primeira linha contam com padrões severos de seleção.
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Com essa imensa procura, um filão menos suntuoso — e bem menos detalhista — ganha potência pela cidade. Trata-se das agências de pequeno porte, que têm como especialidade integrar os chamados modelos comerciais, que participam de figurações, campanhas publicitárias e eventos numerosos. A começar por seleções pela web, em mídias sociais como o Orkut, ou por olheiros nas ruas, lugares como a Dolce, a Bravo! Jolie recrutam gente de todos os estilos.
“Não procuramos os padrões, existe demanda pra cada tipo físico”, diz Renato Onishi, gerente administrativo da Bravo! Model, que recebe em torno de 25 interessados por dia. “Já me pediram de anões a obesos.” Como os contratos não demandam exclusividade, uma mesma pessoa poderá ser agenciada por mais de um escritório. Não há garantia de serviço. Nenhuma. “Tudo depende do cliente. É ele quem solicita o conjunto de características que está procurando”, diz Onishi.
Nesse mercado de aprovação em série, o interessado tem que continuar de olho nas condições oferecidas. A época seguinte à admissão é a todo o momento fazer o tal book. “Existe uma indústria pra tirar dinheiro das gurias. Se uma pessoa cobra o book, é por causa de é picareta”, declara Eli Hadid, fundador da Mega Model. “Deve-se investir no contratado e ganhar o regresso em cima do teu serviço.” Essa não é uma determinação. Costuma ser necessário pagar (algumas vezes, muito) pelo serviço. A maioria destas agências garante não fazer o book em seus estabelecimentos nem receber comissão com a indicação de fotógrafos.
“Eu recomendo quem é de confiança”, diz Tatiana Gonçalves, da Vide Model, que cobra, pelo menos, 810 reais por álbum. “Fico com 220 reais, usados para confeccionar os 100 cartões de divulgação pela gráfica. O restante vai para o profissional de imagem.” Denise Doss, proprietária da Daphne Agency, mantém um estúdio e um fotógrafo dentro de sua organização.
“Se a gente não amar das imagens, fornece pra refazê-las por aqui mesmo”, explica. A consultora de marketing artístico Margareth Libardi, fundadora do blog Assunto de Modelo, que recebe cerca de duzentos e-mails por dia com perguntas de recém-chegadas a esse universo, calcula que não se deve pagar mais de 700 reais por álbum.
“Às vezes, trata-se de um estúdio fotográfico revestido de agência, que não tem clientes e não assegura trabalho nenhum.” Há casos em que as pessoas pagam os books e ficam à espera de um telefonema que nunca vem. “Em abril, paguei um trezentos reais a uma agência da Vila Mariana pra fazer meu equipamento de divulgação e não fui chamada nem para testes”, lembra Bianca Placencio, dezessete anos, que pela última quarta participou de uma entrevista pela Mega. Quem acha que leva jeito para a coisa e está dentro dos padrões exigidos pelas empresas mais renomadas poderá escoltar algumas dicas para não se conceder mal pela hora dos exames.